Dezembro

plantaEsperança
Por Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança

E ela pensa que quando todas as sirenas Continue lendo

O descaso da secretária do médico conveniado: um desabafo

20121128-062902.jpgNão cativo o hábito de julgar as pessoas (e suas funções profissionais) de maneira leviana.
Mas, aqui, procuro relatar um desabafo fundado em uma reiterada decepção com as secretárias de médicos conveniados.
Não o faço com o “tom” de expor a função simplesmente, mas, sobretudo, para partilhar minha indignação como cliente (de plano médico) e como ser humano!
Uma consultora de recursos humanos avalia: “à secretária de um(a) médico(a) ou de uma clínica é exigida uma grande responsabilidade, pois ela terá que resolver problemas que aparentemente nem seriam da sua função, como acalmar pacientes ou contornar situações estressantes”.
Conheço algumas exceções: raras e preciosas secretárias que, de fato, fazem o consultório funcionar, pois sabiamente consideram que delas dependem todo o bom andamento e a organização do trabalho. Cuidam com carinho da parte administrativa da clínica, da agenda médica, porque, simplesmente, elas se reconhecem como único elo entre médico e pacientes. Logo, presumo, é claro que gostam de trabalhar com o público.
Assim se engana o médico (?) que pensa que a secretária desempenha papel secundário ou mecânico… Continue lendo

Cuidado de si e cocriação da realidade

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A solidão é o caminho que o destino escolheu para que cada pessoa se encontre consigo mesma. Hermann Hesse

O viver convoca o cuidado de si e uma dedicação permanente à escuta interior, pois isso fortalece uma boa conexão com o guia interior – quem nos inspira recursos e pistas para a realização do propósito que nos cabe desenvolver nesta Casa Comum.
Todos nós fazemos parte de um grande conjunto no qual cada ser humano dá o que pode e está sujeito a receber o que precisa.
Mas quando nos sentimos vazios, poderíamos nos perguntar: “Presto atenção a mim?” Sou indiferente as minhas necessidades e/ou aos demais?” “Dou o suficiente?” Continue lendo

Joshua Tree e o campo ancestral

20121122-151056.jpgHá uma ideia implicada no conceito de ancestralidade: hábitos e decisões que tomamos nos afetam e, possivelmente, nossos descendentes, ou seja, as gerações posteriores.
Logo, nossos ancestrais e seus padrões e hábitos reiterados pelo tempo podem nos alcançar e gerar consequências (ou interferências psíquicoemocionais) com as quais temos de lidar, de maneira inconsciente ou consciente, – como maldições ou bênçãos.
Nós somos, desse modo, portadores de um carma familiar, obrigados a administrá-lo. Como efeito, estamos sujeitos a repetir padrões e erros acumulados na memória do campo familiar a que pertencemos. Contudo, através de uma alternativa terapêutica, podemos nos dispor a um processo sutil e gradativo de “limpeza e liberação” para nos desvencilhar dos padrões distorcidos e sombrios comungados pela nossa linhagem familiar. Continue lendo

Você compra roupas na Zara?

“Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há ligação em tudo”. Chefe Seatle

Apesar do ser humano integrar a Natureza, ele a destrói.
Existem muitos exemplos de poluição e degradação da natureza e, infelizmente, o ser humano é o protagonista destas ações nefastas, ainda que o faça por ignorância ou por razões fundadas em uma economia irresponsável. Continue lendo

Tédio e perda de energia

20121116-184756.jpgDe acordo com a linguagem medieval, todos sofremos eventualmente de acedia, torpor espiritual, que na época era chamado de “a doença do monge”. A Idade Média entendia a alma úmida. Assim, quando ela estava seca, a pessoa sofria de uma “aridez do espírito”.
Na nossa época temos uma experiência semelhante: o tédio.
O tédio, como um hóspede seco e irritante, nos visita sempre que somos tomados por uma redução progressiva de entusiasmo, quase sempre em razão das tarefas diárias, geralmente repetitivas e constritas a um ambiente artificial (urbano), no qual pouco importa o valor e a variedade das almas individuais. Continue lendo

A propósito de Anjos

20121115-135401.jpgPara a maioria das pessoas, o problema dos anjos (do grego ággelos = mensageiro) reside acima de tudo no fato de os mesmos serem “invisíveis”. Assim, contrariamente a uma quantidade de coisas que chamamos modernamente de “realidade”, eles não estão à venda nos supermercados, não se prestam para fazer negócios, não entram na política e também não tomam parte em programas de televisão. Em resumo, para muita gente os anjos são umas perfeitas inutilidades. Além disso, é preciso uma certa coragem para se falar de anjos a sério e em público, não vá alguém se lembrar de chamar um psiquiatra…
Os anjos existem?
É preciso aqui evitar logo à partida um erro fundamental: entrar em discussões ou altercações acerca da questão absolutamente desinteressante do “existir ou não existir” dos anjos. Senão, as pessoas se dividem entre descrentes ferrenhos (‘não me venham com histórias da carochinha, comigo o negócio é ver para crer…’) e crentes difusos (‘não sei não, sinto que tem aí qualquer coisa mais séria… afinal, até está na bíblia, não é?’) e o resultado é que propriamente o assunto dos anjos fica colocado de lado. Continue lendo