Entre mônodas quânticas

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As ideias criativas e as verdades espirituais estão disponíveis para todos, mas o acesso a elas requer, muitas vezes, uma mente preparada e um coração sincero e disponível.
Como o profeta Maomé foi capaz de escrever o Corão, mesmo sendo praticamente iletrado? O Arcanjo Gabriel, uma “mônoda quântica sem corpo físico” (Amit Goswami), cedeu a Maomé, “por assim dizer, uma mente” (idem).
Como o médium Francisco Cândido Xavier foi capaz de escrever uma vasta produção literária (espírita), porquanto seu grau de escolaridade encerra apenas o curso primário (antigo)?
Na verdade, em todas as culturas há referências a seres correspondentes aos denominados anjos (cristianismo) ou devas (hinduísmo).E, felizmente, mesmo nos tempos atuais há anjos que se põem a serviço de todos nós, e suas mentes e corpos vitais* se prestam a todos que necessitam de inspiração, instrução ou auxílio.
Além disso, a pura intenção de servir os seres humanos em suas jornadas evolutivas é onipresente e, desse modo, quando a nossa clara intenção se ajusta a desses Seres luminosos, nós nos relacionamos com eles; “eles, então, agem por meio de nós e vivem por meio de nós” (ibidem).
O físico Goswami nos (re)lembra algo confortador: “quando o sábio Ramana Maharshi estava morrendo, seus discípulos suplicavam para que não fosse embora. Ramana, por fim, os admoestou: ‘Para onde mais eu iria?’ De fato, uma mônoda desencarnada como a de Ramana viveria para sempre, se preciso, no reino rupadeva**, guiando a todos que quisessem sua orientação“.
De igual forma, assim como a vida interior é rica de imagens e possibilidades, entre os anjos e as pessoas pode se instaurar uma relação de íntima consonância e empatia, com a qual é possível acolher instruções e sabedoria.
E essas “mônodas quânticas” se colocam à nossa disposição por puro desprendimento e sublime amor , atuam como auxiliares ou mensageiros (livros que foram canalizados ou transmitidos pela relação entidade desencarnada e médium; transmissão de conselhos, avisos, alertas etc.) e no encalço de que nossa jornada realize seu propósito, pois somos passantes, temos uma tarefa essencial e “a viagem te conduzirá ao teu ser, transmutará teu pó em ouro puro” (Rumi) e desde que estejamos atentos, dedicados aos apelos espirituais de crescimento e, portanto, à escuta dos emissários da Clara Luz.

Notas explicativas
*Corpo vital – processa as funções do que chamamos “vida”. Uma modalidade do corpo vital – chi ou prana ou energia vital. A Medicina do Oriente enfatiza o vital; a Medicina do Ocidente, o físico. Mas as terapias do sutil, como a acupuntura, a homeopatia e a terapia floral enfatizam o vital.
**Enquanto o Budismo Mahayana fala em Bodhisattvas – seres libertos que, depois da morte, renascem sob a forma de sambhogakaya (sob a forma de possibilidade) – uma metáfora para indicar que eles não se identificam com seus corpos físicos, pois já cumpriram e encerraram suas obrigações cármicas e, por isso, oferecem suas mentes e corpos vitais à disposição de todos que solicitam auxílio, há no Hinduísmo os conceitos de arupadevas e rupadevas. Os arupadevas são puramente arquetípicos, contextos sem forma (similares às Ideias de Platão). Os rupadevas representam as “mônodas quânticas” desencarnadas das pessoas libertas.
Cf. A janela visionária – um guia para a Iluminação por um físico quântico. Goswami, Amit. SP: Cultrix, 2000, especialmente o capítulo oito.

Saudações e carinhos!
Eugênia Pickina

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