Areias movediças

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A fé é um pássaro que sente a luz quando o alvorecer é ainda noite.” R. Tagore

Muitas pessoas estão a atravessar “a noite escura da alma.”
E a partir desse intenso sofrimento  é desvelada a principal tarefa implícita no caótico desafio de estar consigo mesmo – sustentar a luta para realizar a travessia, porém sem renunciar à fragilidade de nossa condição humana, à medida que, para a maioria de nós, a amplitude da jornada que temos à frente reivindica coragem para erguer-se humilde e responsavelmente diante do universo.
E embora essa travessia seja aterrorizante, desde que a encaremos, ela é libertadora e traz significado à nossa vida.A pergunta é: quem já não viu o que é familiar desvanecer-se e se sentiu incapaz de enfrentar os apelos da alma?
Em outras palavras, podemos afirmar que a existência é um processo interminável; e nunca a vemos com clareza e, para a maioria de nós, o encontro com nossa história autônoma começa quando somos forçados a iniciá-lo – com isso, o advento das crises, da “noite escura da alma”.
Mas ainda que sintamos a sombra do desespero, podemos enfrentar a crise que nos toma o senso de referência habitual, que nos furta as certezas, pois, a não ser que entremos em contato com nossas verdades mais profundas, iremos ficar presos girando no que é velho, tal como o drama de Íxion.
E amiúde a noite escura da alma pede, durante o seu trânsito, a morte do desejo da criança de agarrar-se a algo seguro, ou seja, o receio de ser lançado o indivíduo no mundo estranho. Quase sempre perdemos, durante a crise, nossas crenças e ilusões, e muitas de nossas convicções são substituídas pelas incertezas colhidas nos locais áridos da alma que somos obrigados a estagiar e por força de um sofrimento provisoriamente indomável…
E tudo isso dói ardido e pedir ajuda pode nos dar suporte, pode nos (re)orientar…
Assim, se você passa por uma crise, as essências florais podem ajudá-lo a trabalhar seus sentimentos e vivências, dando-lhe suporte emocional durante esta fase de devastação/transformação.
O próprio Dr. Bach afirmou que as essências florais “elevam nossas vibrações e abrem nossos canais para receber nosso Eu Espiritual (…). Elas são capazes, assim, como uma bela música ou uma gloriosa fonte de inspiração, de elevar nossas almas e colocar-nos mais próximos de nós mesmos e, atuando desta maneira, dão-nos paz e alívio para nosso sofrimento.”
E há uma poderosa essência floral chamada Waratah (Sistema do Bush Flower Essences), que promove coragem, tenacidade, adaptabilidade e força de fé. Segundo seu produtor, Ian White, este remédio “é para aqueles que estão atravessando ‘a noite escura da alma’, para aqueles que estão no máximo do desespero. Ela lhes proporciona a coragem e a força para enfrentarem suas crises” (cf. Essências Florais Australianas, editora Triom).
Há outras essências florais (e de outros sistemas) e que muito podem contribuir com as forças de vida nos períodos de crise e intenso sofrimento. E você pode, também, buscar aconselhamento com um terapeuta floral para sustentar a (sua)  terapêutica.
O que importa, na verdade, é àquele (ou àquela) que experimenta “a noite escura da alma” conseguir ser ativo no seu sofrimento. Sentir-se vulnerável, sim, mas poroso aos apelos de (sua) alma para que possa, durante essa luta e travessia, avançar gradativamente em direção a uma consciência mais expandida e alcançar uma capacidade mais profunda de amar, de ser compassivo; e, em consequência, despojar-se da fantasia de felicidade permanente…

Saudações e carinhos!
Eugênia Pickina

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