Chakras – energia e crescimento

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Quis retomar o assunto ligado aos chakras. Há, aqui, somente um propósito de sinalizar cada um deles, e no objetivo de clarear o sistema de forças que mantém o ser humano saudável, criativo, assertivo ao crescimento e às trocas vitais à sua existência.
Quem se propôs conhecer-se compreendeu que sem o hábito da introspecção qualquer pessoa está fadada a viver em um mundo criado pela projeção, pois o que ignoramos dento de nós sempre está refletido externamente. O viver alienado, além disso, põe em risco questões-chave da existência e aumenta a chance de um caminho traído, sem significado.
Por outro lado, uma relação equivocada consigo mesmo acaba por interferir negativamente em todas as áreas da vida, criando bloqueios, disfunções, danos à saúde, embotamento de ideias e projetos.
Logo, treinar uma relação autêntica consigo mesmo também significa compor as próprias energias para estar receptivo à dimensão espiritual e, ao mesmo tempo, lograr decifrar com mais “acerto” as necessidades [reais] do nosso ser, na maioria da vezes sutilmente traduzidas pelo “deus interno” – Eu Superior – que nos habita.
Os chakras são centros de energia para o desenvolvimento e integração de níveis de percepção e de experiência humana. Cada um deles é apto a aumentar ou diminuir as frequências de energia que flui através deles. Juntos, eles formam nosso sistema de transformadores energéticos.
Primeiro chakra – chakra da base, está situado próximo a base da espinha nos homens e entre os ovários nas mulheres. É o centro da relação física com a terra e diz respeito a aspectos e atividades ligados à sobrevivência (proteção, manutenção, segurança). Bloqueios neste centro se manifestam como incapacidade de conectar com plenitude a própria energia espiritual com a dimensão física.
Um primeiro centro forte e claro revela que a pessoa lida bem com a vida terrena em seus aspectos práticos e gerais, pois possui uma conexão sadia com a terra (“enraizamento”), tem segurança no tocante a situações cotidianas e corriqueiras, e está disponível para se concentrar no desenvolvimento dos chakras superiores.
Segundo chakra – chakra sexual ou esplênico, localiza-se perto do umbigo e é o centro da criatividade, da afinidade com os outros seres. Amiúde, as emoções negativas, mesmo o medo, raiva, ciúme, gravitam ao redor deste campo de força. Bloqueios, aqui, podem, desse modo, influenciar a forma como a pessoa se relaciona sexual e emocionalmente com os outros, pois os aspectos principais deste centro são a sexualidade e as emoções. Assim, no plano físico, um segundo chakra irregular pode manifestar distúrbios sexuais, dificuldade em engravidar, fluxo menstrual congestionado, síndrome de irritabilidade intestinal, dores lombares, impaciência, pessimismo, falta de sensibilidade.
Terceiro chakra – chakra do plexo solar. Situa-se diretamente sob o esterno, atrás do estômago e embaixo do diafragma perto do tronco celíaco e na cavidade abdominal e diz respeito ao desenvolvimento da personalidade, do ego e com uso discriminado do poder. Seu atributo principal é coletar energia e dirigi-la para onde houver necessidade no corpo. Por essa razão, é considerado o sistema de distribuição de energia.
Por conseguinte, um terceiro centro com bloqueio detém uma coleta inadequada de energias externas e, consequentemente, o indivíduo passa a conseguir energia de outras pessoas, lugares e coisas, mas de forma incorreta e desequilibrada – aqui o caso dos “tomadores de energia”.
Além disso, quando o chakra do plexo solar atua descalibrado, a pessoa pode apresentar problemas em relação ao controle e ao poder, tendo dificuldade em responder por seus atos e destino. No âmbito físico, podem se manifestar disfunções gástricas (como úlceras do estômago ou duodeno), degeneração das glândulas suprarrenais, irritabilidade crônica, bem como fraqueza e fadiga.
Já um terceiro chakra ativo e regular, fornece energia nutritiva sutil para a maioria dos principais órgãos envolvidos no processo de digestão dos alimentos, como também responde pela purificação do organismo. Em equilíbrio, este centro ajuda o indivíduo a acessar e manifestar na realidade física os aspectos mais elevados de sua personalidade. Confere à pessoa determinação, vontade, humor, capacidade de aceitação da realidade, bom senso, auxiliando o contato com a [sua] verdade interior, alegria e sabedoria como fontes de poder criativo.
Quarto chakra – o centro do coração, localizado entre os mamilos, na região torácica; está situado na altura do coração, no meio do peito, é o ponto principal de conexão entre nosso Eu superior e a terra (verticalidade). É o ponto de encontro onde as energias e as atividades dos três chakras inferiores e dos três superiores podem se fundir em harmonia e equilíbrio.
Quando este centro está bloqueado, porque é no coração que guardamos nossos traumas e tristezas mais profundas, no plano físico podem se manifestar disfunções imunológicas, cardíacas, respiratórias e dermatológicas.
Por aumentar a capacidade de expressar amor e fornecer energia, seja para si próprio ou para os outros, um chakra cardíaco claro e forte responde por uma fusão positiva das necessidades de segurança, conexão, criatividade e poder com as virtudes da confiança, amor, afinidade e compaixão, porquanto facilita a intermediação das energias terrenas e espirituais. Ademais, confere saúde, vitalidade. Adstrito à troca emocional (coração/amor; circulação/comunicação) ajuda a fortalecer uma ação centrada no coração, possibilitando que as forças do amor penetrem e guiem nosso ser.
Quinto chakra – chamado chakra da garganta e centro da comunicação superior. Ele responde pelo desenvolvimento da intuição pragmática e pela capacidade de expressão verbal, relacionado-se à criatividade superior.
Bloqueios neste centro se manifestam, no plano físico, como distúrbios da expressão verbal, disfunções das glândulas tireoide e paratireoide, problemas nos ouvidos, nos dentes, garganta, bem como na dificuldade de ouvir, falar e sintetizar informações.
Por dinamizar a comunicação e a vontade, quando o quinto chakra está funcional, sem bloqueios, ele amplifica a habilidade individual em captar informações de fontes físicas e não-físicas, contribuindo também com uma expressão verbal suave e autêntica.
Sexto chakra – chamado terceiro olho ou chakra da testa, localiza-se no centro da testa e se relaciona à percepção e visão superior. Confere intuição e visão holística.
Quando este centro está subdesenvolvido, a pessoa tem dificuldade de ver o que é melhor para ela, inclina-se a perder o foco por excesso de detalhismo. Ademais, bloqueios no chakra da testa podem agravar a tristeza, o pessimismo e, no plano físico, manifestar disfunções visuais e endócrinas, pois este centro tem ligação com a hipófise.
Calibradas as capacidades inatas do sexto chakra, o indivíduo tanto potencializa sua intuição como consegue ativar a vontade pessoal na sua forma mais elevada, migrando de um individualismo exacerbado para o reconhecimento do sentido de coletividade.
Sétimo chakra – chamado chakra coronário, situa-se no topo da cabeça e é o ponto de conexão com o Eu Superior (deus interno). É o centro da consciência de unidade, do conhecimento, da percepção espiritual mais elevada.
Em relação a este centro salutar é mantê-lo aberto e limpo para que a energia vital coletada seja capaz de fluir integralmente através do indivíduo.
Assim, quando este centro está descalibrado, obstruído, podem se manifestar, no plano físico, disfunções psicológicas, psíquicas e cerebrais.
Além disso, o chakra coronário integra todos os demais chakras em uma totalidade sinérgica e funcional. E em razão do seu alto potencial de radiação, é o grande assimilador das energias solares e dos raios da Espiritualidade superior, porém se desenvolve na proporção da evolução espiritual do seu portador.
Deste centro, portanto, emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo também o provedor de todos os recursos eletromagnéticos essenciais à estabilidade orgânica. Assim, à medida que se abre à recepção das energias superiores e benéficas, o sétimo chakra assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a vida consciencial da alma encarnada.
Por conseguinte, ao compreender os chakras como um sistema de forças, que serve à manutenção do equilíbrio orgânico e suporte ao crescimento individual, como medidas de apoio à limpeza, abertura e ativação/tonificação destes centros, pode a pessoa valer-se da acupuntura, ioga, meditação, dieta alimentar equilibrada e, de forma expressiva, contar com o auxílio das essências florais.
O processo do conhecer-se assim se torna mais transparente, a pessoa toma conhecimento do seu valor, pois tanto se liberta de muitos arquivos negativos quanto consegue personificar com mais plenitude sua essência. Como efeito, assume o desafio criativo de trabalhar suas perspectivas evolutivas para “um dia colher a si próprio” (Miguel de Unamuno).

Eugênia Pickina

Leia também: O quarto chakra – o que move seu coração?

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