Medicina tradicional e medicina holística: métodos de cura complementares

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A vida de S. se caracterizava pela tristeza e uma insatisfação inominada, pois era a criança cronicamente subnutrida, tímida, e em busca de alguma coisa que lhe oferecesse, embora não soubesse, a proteção cósmica esquecida em algum lugar dentro dele. (S., professor, divorciado, 50 anos, e em sofrimento)

Os métodos de cura vibracionais, coadjuvantes à abordagem médica tradicional, representam maneiras significativas de se lidar com o indivíduo adoecido. Isso porque a cura no nível da anatomia sutil se baseia no conceito, difundido pela Nova Física, de que todas as formas de matéria são, na verdade, uma manifestação de energia.
Contudo, para que possamos compreender algumas das diferenças entre as abordagens terapêuticas da medicina tradicional (ou convencional/alopática) e da medicina holística, é conveniente tentar examinar as definições de saúde adotadas por cada um desses métodos de tratamento.
A maioria dos médicos tradicionais busca ajudar os pacientes a retornarem a um estado de saúde no qual inexistam, ao “olho do observador” (= do médico), problemas identificáveis.
Logo, se nenhuma anormalidade física for detectada pelo exame clínico ou pelos testes de laboratório, o paciente é considerado curado e solicitado a retornar apenas para exames anuais.
Na abordagem médica tradicional, então, o que se considera como “saúde”, com frequência, é um “estado de neutralidade”. Em palavras simples, a saúde é definida como “um estado de ausência de sintomas”.
Por continuar a medicina tradicional aferrada ao ponto de vista newtoniano de que o corpo humano é uma máquina complexa, seus modelos de clínica médica difundem um nível de interação médico-paciente que busca lidar, principalmente, com níveis superficiais de diagnóstico, tratamento e manutenção de saúde (ausência de sintomas).

Mas será que a saúde seria apenas um estado de ausência de sintomas físicos de doença?
Por fundar-se em outra visão, o ponto de vista einsteiniano da medicina vibracional/holística, que encara o ser humano “como um organismo multidimensional constituído de sistemas físico/celulares em interação dinâmica com complexos campos energéticos reguladores” (GERBER, 2007, p. 57), orienta sua abordagem de tratamento em torno do conceito de “saúde ótima ou bem-estar”.
Ao considerar os seres humanos sistemas dinâmicos de energia que refletem os padrões evolutivos do crescimento da alma, o médico/terapeuta holístico reconhece que o indivíduo que goza de bem-estar tanto cultiva o amor por si mesmo como se preocupa em conservar uma existência com qualidade e propósito.
As modalidades terapêuticas energéticas, desse modo, por buscarem ajudar a fortalecer as conexões energéticas entre o complexo corpo/mente/espírito como um todo, e visando ao seu equilíbrio, instrui uma abordagem terapêutica que se propõe, expressivamente, a apoiar o crescimento sistêmico da pessoa. Elas não se restringem à dimensão física, segundo a cisão corpo/mente elaborada pelo paradigma newtoniano.
Amiúde, quando uma doença se manifesta, isto pode ser um sinal de que estamos
“restringindo o fluxo natural de consciência criativa e das energias vitais sutis através de nossos complexos multidimensionais formados pelo corpo/mente/espírito. Trata-se de uma mensagem simbólica de advertência indicando que há algo errado com o sistema. A área de constrição precisa ser reequilibrada para que se possa alcançar um estado permanente de boa saúde” (GERBER, 2007, p. 411).
Para este ponto de vista, a escolha do bem-estar como tarefa principal ensina o médico (ou terapeuta) a dar atenção para os problemas de saúde que afetam corpo e mente, sem depreciar as necessidades do espírito, ou seja, há um cuidado que percebe os determinantes físicos e emocionais da doença, refletindo as questões relacionadas à saúde espiritual.
Mas, ainda que distintas em seus conteúdos conceituais e e em suas práticas, medicina tradicional e medicina holística podem ser terapias complementares, não só aliviando os sintomas das doenças, mas também tratando as causas emocionais, mentais, bionegérticas, ambientais, sutis e espirituais das enfermidades.
Se, de um lado, a comunidade médica alopática se concentrou em descobrir o medicamento correto para o alívio do paciente, em outra via, as abordagens holísticas são relevantes porque se baseiam numa compreensão da natureza multidimensional da personalidade, colaborando favoravelmente com a cura da doença do nível físico, instruindo também a transformação da consciência do indivíduo – muitas vezes o responsável inicial para o surgimento da doença.
Não se trata, portanto, de abandonar o tratamento médico convencional, pois ele cumpre seu papel ao incluir o uso de drogas (alopáticos*) e práticas cirúrgicas eventuais.
O que a abordagem holística intenciona, como acessório à clínica médica tradicional, é favorecer, por meio de fornecimento de quantidades determinadas de energia de frequências específicas ao sistema multidimensional humano, os recursos internos para que o doente tenha acesso ao seu “médico interior”, logrando alcançar curas em níveis que escapam à farmacocinética newtoniana.
Ora. O médico (ou terapeuta) é, na verdade, um “servo da natureza”. Quem cura é a natureza. E quando o corpo está fragilizado, em desequilíbrio, o médico apenas pode administrar condições que promovam a cura.
Sem a mediação da Physis, o médico é incapaz de curar as feridas da alma, “situadas” em níveis invisíveis ao “olho do observador” (= médico). Tempos atrás, D. H. Lawrence entendeu isso:
“Não sou um mecanismo, uma montagem de várias seções. E não é porque o mecanismo está funcionando mal, que estou doente. Estou doente por causa das feridas da alma, do profundo eu emocional…” (in: “Healing”).
Em palavras simples, como o ser humano é formado por uma série de campos complexos de energia em equilíbrio dinâmico, as modalidades terapêuticas energéticas ajudam a curar o corpo físico, à medida que integram e reequilibram os sistemas energéticos superiores que criam os padrões físicos que se manifestam na forma de doenças.
Além disso, como uma filosofia de cura que busca tratar a pessoa como um todo, reconhece que a interação médico-paciente apenas contribui para a cura na medida em que existir uma cooperação mútua e uma maior consciência por parte de ambos.

Eugênia Pickina

Notas
As abordagens holísticas são, na atualidade, chamadas terapias “alternativas”, e tratamentos acessórios às modalidades médicas convencionais. Alguns exemplos são: Acupuntura, Homeopatia, Terapia Floral, entre outras.
Bem-estar (em sentido amplo): “termo relativo à saúde, vitalidade e integridade de todo o complexo mente/corpo/espírito. Trata-se de um estado de saúde e equilíbrio que se manifesta na forma de um contínuo desejo de aprender novas coisas, desenvolver-se espiritualmente e dar vazão à própria criatividade” (GERBER, 2007, p. 438).
*Alopático: termo referente às abordagens médicas convencionais (e contemporâneas) que prescrevem remédios simultaneamente a fim de tratar a doença e proporcionar alívio a vários sintomas.

Referência
GERBER, R. Medicina vibracional: uma medicina para o futuro. SP: Cultrix, 2007.

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One response to this post.

  1. Posted by Eugênia on 03/05/2012 at 16:34

    Reblogged this on Transformar-see comentado:

    [Blog Cuidar-se] Post Publicado sobre Medicinada Tradicional e Medicina Holística.

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