Medicina Integrativa

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Uma abordagem que considera o indivíduo por inteiro e associa mais de um método terapêutico

A união da medicina convencional com algumas terapias alternativas gerou o que se define por medicina integrativa.  Trata-se de uma abordagem que leva em consideração o indivíduo em seus aspectos não apenas físico e emocional, mas também existencial.   Esta nova  maneira de cuidar do indivíduo visa ampliar as possibilidades de tratamento e se revela uma tendência:  cresce o número de especialistas que incluem em sua prática técnicas complementares ao lidar com seus pacientes.    Está se tornando cada vez mais comum  cardiologistas, por exemplo,  promoverem ou indicarem grupos de meditação para seus pacientes, como forma  destes lidarem com o estresse e buscar  melhor qualidade de vida, o que ajuda na prevenção de  doenças ou   mesmo em casos de  recuperação.  Alguns gastroenterologistas adotam abordagens psicossomáticas em seus tratamentos e alguns cirurgiões se utilizam da hipnose e do biofeedback (método de treinamento psicofisiológico por meio de equipamentos eletrônicos).

Segundo o médico Flávio Vervloet, que atua na área de homeopatia e medicina integrativa, essa abordagem, ainda é mais comum nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, porém começa a tomar importância também no Brasil. A medicina integrativa não menospreza o físico, em detrimento de aspectos emocionais ou espirituais, apenas não os deixa de fora.  O médico, com esta abordagem, atua da forma mais convencional possível no que diz respeito aos conhecimentos  adquiridos em sua formação, apenas não deixa de levar em conta outras técnicas que possam complementar  o tratamento adotado, otimizando resultados.

De acordo com Vervloet,  pesquisas na área psiconeuroimunoendrocrinologia, por exemplo, apontam caminhos que devem ser considerados por  profissionais da saúde, ampliando a visão relativa a várias questões que envolvem o tratamento de um paciente. “A psiconeuroimunoendrocrinologia é uma nova visão da ciência atual, que estuda a interação da consciência (psique), do sistema nervoso, das defesas do organismo (imunologia) e do sistema endócrino. Ela surgiu como conseqüência da necessidade da interdisciplinaridade tanto no diagnóstico como no tratamento das diversas situações patológicas”, explica.  Segundo ele, os estudos nessa área comprovam o que alguns de nós já arriscávamos a afirmar: não existe “separação” entre corpo e mente.

O grande diferencial da medicina integrativa é considerar esses aspectos e, neste sentido, entender a saúde num contexto amplo. Assim, de acordo com esta visão, saúde não é somente ausência de sintomas ou bem-estar físico. “Saúde, em sua expressão mais ampla, significa bem-estar integral de corpo, mente e espírito, bem como o equilíbrio entre o indivíduo e o meio em que ele vive”, explica o médico. Isto equivale dizer que a saúde implica uma aquisição progressiva e esforço e cuidado para adquiri-la e mantê-la.     E o papel do médico, mais que tratar doenças, é promover a saúde.  No entanto, apesar de seu papel fundamental, ele é apenas um facilitador. O indivíduo precisa conscientizar-se de sua responsabilidade na manutenção de sua saúde.

Por Jossânia Veloso

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